terça-feira, 21 de junho de 2011

Texto básico de Educação Ambiental para TODOS os níveis*

                                                                                 Por 
Biólogo João Luís de Abreu Vieira




A Educação é a base para o desenvolvimento de um país, pois através dela as pessoas têm subsídios para exigir seus direitos e cumprir os seus deveres, ou seja, as pessoas têm condições de desempenhar o seu papel de cidadão. É a participação cidadã que surge como "mola-mestra" na solução dos problemas ambientais e na proposta de conviver em sociedade e com a natureza. E a participação pode se dar nos mais diversos níveis: no caso da participação em relação à resolução dos problemas ambientais, ela é a principal das profundas transformações que estão ocorrendo para assegurar a convivência democrática, sustentável e harmônica dos seres humanos entre si e com o ambiente.

Nesse processo, a Educação Ambiental entra não somente como uma passagem de informações - como ocorre geralmente com a Educação Tradicional - mas também na aplicação dessas informações como forma de mudança de comportamentos e atitudes em relação aos problemas ambientais. E quem já aprendeu - o Educador Ambiental - pode partilhar com quem apenas inicia esta jornada - os alunos - que serão transmissores desses conhecimentos aos seus pais, vizinhos, amigos, enfim, como se fosse através de uma corrente, pois, ao contrário do que Paulo Freire decidiu chamar de "Educação Bancária", caracterizada pelo acúmulo de informações "pré-fabricadas" sem conexão com o potencial de "evocação" existente em qualquer aprendizagem, a Educação Ambiental se baseia na premissa de que é na reflexão sobre a ação individual e coletiva em relação ao meio ambiente que se dá o processo de aprendizagem. Ou seja, ela vem da emergência de uma percepção renovada de mundo chamada de holística. Em outras palavras, é uma forma íntegra de ler a realidade e atuar sobre ela através de uma visão de mundo como um todo, não podendo ser reduzida só a um departamento, uma disciplina ou programa específico. Daí a necessidade de ligar ações multi e interdisciplinares à Educação Ambiental - contando com a ajuda de profissionais ligados à área da Educação como também a Biologia, Artes, Ecologia, Geografia, História, Matemática, Português, enfim, todos aqueles que trabalham como professores das disciplinas básicas nas escolas de primeiro e segundo graus, sendo disseminadores desses conhecimentos que serão inseridos na vida cotidiana de todos os indivíduos.

A Educação Ambiental é uma proposta de filosofia de vida que resgata valores éticos, estéticos, democráticos e humanistas. Ela parte de um princípio de respeito pela diversidade natural e cultural, que inclui a especificidade de classe, etnia e gênero, defendendo, também, a descentralização em todos os níveis e a distribuição social do poder, como o acesso à informação e ao conhecimento. A Educação Ambiental visa modificar as relações entre a sociedade e a Natureza, a fim de melhorar a qualidade de vida, propondo a transformação do sistema produtivo e do consumismo em uma sociedade baseada na solidariedade, afetividade e cooperação, ou seja, visando a justa distribuição de seus recursos entre todos.

Para viver nosso cotidiano de maneira mais coerente com os ideais de uma sociedade sustentável e democrática, é necessária uma educação que repense velhas fórmulas de vida, propondo ações concretas para transformar nossa casa, rua, bairro, enfim, comunidades, sejam elas no campo ou na cidade, na fábrica, na escola ou no escritório.

* Título modificado pelo blog por acharmos que serve para todos os níveis de escolaridade. O título original é: TEXTO BÁSICO DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL PARA PRIMEIRO E SEGUNDO GRAUS

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Educação ambiental da boca pra fora!

                                                                                                      Por Bruno Toribio Xavier


      Educação ambiental não é para quem quer. Falar e fazer educação ambiental requer mais do que uma formação específica, requer sensibilidade com os elementos que constituem a BIODIVERSIDADE, inclusive o homem. Associar degradação ambiental com altas taxas de natalidade das mulheres nordestinas soa como ignorância e indelicadeza sem tamanho.

      E o que dizer de alguém que sugere PRESERVAR incondicionalmenente a BIODIVERSIDADE? É no mínimo chocante.

     A Agroecologia contribui muito para que estas falácias sejam desmontadas e traduzidas para uma aplicação prática diária de cada agricultor e agricultora. 

      Precisamos de uma Educação Ambiental integradora e não segregadora, ou seja, uma disciplina que pense o ambiente e nossa intervenção nele como um processo indissociável. Esta é uma prática que deve acontecer desde já, nas salas de aula ou no campo, mas sempre buscando a integração dos processos e minimização de  impactos.

MANEJO ECOLÓGICO DE SOLOS NA AGRICULTURA FAMILIAR

Por Luciana de Moura Gonzaga              

            Na propriedade rural de Evandir Bierman foi desenvolvida no período de 2001 a 2004, uma pesquisa de campo pela ASTRF e FUNDACEP, localizada no município de Pirapó/RS. O objetivo deste trabalho foi a implantação de um sistema agroecológico na propriedade utilizando culturas alternativas com sistema de plantio direto, rotação de culturas, uso de equipamentos à tração animal e humana, e consequentemente um manejo ecológico do solo.

            Foram definidos conjuntamente com o agricultor todas as tomadas de decisões como cultivo e adaptações dos equipamentos, época e aplicação dos insumos, aonde através de trocas de experiências se chegava a uma decisão.

            Foram feitos sistemas de rotação de cultura e sistema testemunha. No sistema rotação, intercalaram-se as culturas de inverno/verão, conforme a sequência a seguir: aveia cobertura, crotalári júncea, trigo, soja, aveia e nabo, e milho. Já no sistema testemunha, utilizou-se o sistema tradicional, com as seguintes culturas: pousio, milho, aveia pastejo e soja. Os insumos utilizados foram esterco de aves, uréia natural e supermagro.

            O desenvolvimento das culturas no início do trabalho foi muito difícil pelo estado de degradação que o solo apresentava e a ocorrência da estiagem. Encontrou-se dificuldades em desenvolver as culturas de cobertura, principalmente aveia e nabo, provocando consequentemente um desenvolvimento deficitário do milho. Porém a cultura da crotalária juncia surpreendeu com uma excelente produção de massa verde, demonstrando ser uma ferramenta eficaz no controle de plantas espontâneas além do potencial de produzir sementes. A crotalária possibilitou também uma produção satisfatória do trigo.

            Os sistemas de rotação com pouco revolvimento do solo possibilitou culturas viçosas e sadias pela permanência de cobertura do solo (adubação verde), proporcionando a reciclagem dos nutrientes. Esses sistemas permitem um aumento na fertilidade do solo em virtude da melhoria na estrutura do mesmo, dificultando a permanência de plantas espontâneas.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Agroecologia e qualidade do ar


Por Clayton Fernandes dos Reis; Daiana Aparecida Gomes Costa; Daniel Rodrigues Gomes; Fernanda Ferraz Santiago; Flávia Lopes Resende; Geraldo Evangleho de Melo; Juliana da Silva Teixeira; Kelly Muscardi da Rocha; Leandro Martins Coelho; Patrícia do Carmo Guelber; Paulo Lopes do Carmo; Thaís Costa Bernardino.; Walter Soares e Wanderson da Silva Souza.

Os agricultores que não utilizam venenos (agrotóxicos) em suas plantações, e que utilizam somente produtos orgânicos, obtem alimentos e plantas mais saudáveis, causando um menor impacto à nossa saúde e ao ambiente em que vivemos. Estes agricultores praticam uma agricultura sustentável, desse modo evita-se a poluição do ar e contaminação do planeta.

 Muitos agricultores para manejar suas terras, fazem queimadas liberando muito gás carbônico, um gás muito poluente e prejudicial à saúde, além de ser o principal colaborador do aquecimento global, sua emissão altera a camada que protege o planeta.

O sistema agroflorestal é uma interação entre o plantio, como o do café ou plantio de pasto associado com outros tipos de plantas como as árvores, portanto ele ajuda a captar o dióxido de carbono da atmosfera e libera oxigênio além de criar um microclima mais ameno para os animais, além de aumentar a biodiversidade, construindo um corredor ecológico entre uma mata e outra.
As plantas têm muita importância na questão da qualidade do ar, pois elas funcionam como filtro, purificando o ar, quanto maior a quantidade de árvores mais oxigênio temos sendo liberado na atmosfera. A poluição atmosférica refere-se a mudanças da atmosfera susceptíveis de causar impacto a nível ambiental ou de saúde humana, através da contaminação por gases, partículas sólidas, liquidas em suspensão, material biológico ou energia.

 A adição dos contaminantes (agrotóxicos) pode provocar danos diretamente na saúde humana ou no ecossistema, podendo estes danos ser causados diretamente pelos contaminantes, ou por elementos resultantes dos mesmos. Esta poluição causa ainda mais impactos no campo ambiental, tendo ação direta no aquecimento global, sendo responsável por degradação de ecossistemas e potenciadora de chuvas ácidas.

Na Zona da Mata Mineira, existem muitas famílias que praticam a agricultura de modo sustentável e que são contra o uso dos agrotóxicos na produção de seus alimentos e frutos. Nestas propriedades vive-se uma experiência agricultura familiar baseada na agroecologia, produzindo alimentos e frutos livres de agrotóxicos, mostrando que se a pessoa quiser ela consegue, pois podemos ver que com esforço e trabalho duro dessas famílias, consegue-se aumentar a produção.
O manejo adequado do solo e a preservação das matas são muito importantes para que se possa produzir sempre e cada vez mais produtos de ótima qualidade e livres de substâncias poluidoras, além de aumentar a renda familiar.

Muitas famílias mudam de lugar devido a vários conflitos. Na maioria dos casos, seus componentes trabalhavam como empregados em fazendas, nas quais o uso dos agrotóxicos era muito incentivado. O que acontece é que as pessoas percebem com o tempo o quanto o uso desses venenos é prejudicial e com o passar do tempo se negam a usar, o que gera um descontentamento dos patrões. Sendo assim, estas famílias resolvem ir para a cidade grande (centros urbanos), mas não se adaptam bem e acabam voltando para as lavouras só que agora dispostos a trabalharem muito para obterem uma boa safra e comprar a tão sonhada “terra”.

O planeta esta sofrendo muito nesses últimos tempos por causa do desrespeito do ser humano, e o problema é que mesmo com todos esses fatos causados pelo aquecimento global as pessoas continuam agindo errado. O ambiente está em crise, e todo mundo sabe disso. O Aquecimento global está aí para avisar e alertar as pessoas de um futuro incerto. A poluição é o maior agravante das conseqüências ruins que podem vir com o passar do tempo. Por isso, medidas devem ser tomadas o mais urgente possível. Mesmo se todos os seres humanos pararem de poluir, ou fazer as coisas que prejudicam o ambiente, hoje, ainda haverá conseqüências graves. 

O que se indica é amenizar os atos ruins, como a poluição, o desmatamento, o uso prejudicial dos agrotóxicos, e o uso indevido de recursos naturais. Os únicos que podem tentar salvar o planeta somos nós mesmos, e se cada um fizer a sua parte, o meio ambiente pode caminhar até um mundo melhor.